Ciberliga - ABCiber

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Discutindo conceitos de arte e autoria

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WEB 2.0

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CIBERCULTURA: INSIGHTS PARA DEGUSTAR

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Novidade Microsoft - Virtualidade Total

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SL: Brazilian Music, Culture and Graphic Production (26/08/2009)

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SL como ferramenta de socialização e educação (04/08/2009)

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sábado, 7 de novembro de 2009

SOBRE MÚSICA ELETRÔNICA (AULAS 30/10 e 06/11)

Após nossa aula sobre música eletrônica, ciberpunk e cidades virtuais, gostaria de pontuar algumas poucas reflexões: 1- SOBRE MÚSICA ELETRÔNICA, PERCUSSÃO E MOVIMENTO: por que temos aquela sensação de que não podemos ficar parados ao ouvirmos o "batidão"? Então é isso, música eletrônica está associada à batida. Batida nos leva aos mais primitivos dos instrumentos musicais, os instrumentos de percussão. Na verdade, pode-se fazer percussão com qualquer objeto, obtendo dos sons mais baixos e graves, aos mais altos e agudos; do toque de duas pedras ao badalar de um sino, encontramos percussão. Então, os povos primitivos usavam desse recurso sonoro para suas celebrações ritualísticas, ou melhor dizendo, para as comemorações tribais. Os atabaques do candomblé, o berimbau da capoeira e os tambores do samba não nos deixam quietos, se não nos movimentamos de início, logo nos vem imagens de situações de uso desses instrumentos (eis a virtualidade!). E isso, também, não é difícil de entender. Ora, de forma simplista, podemos dizer que a música é composta de melodia e ritmo. E esse segundo elemento está diretamente ligado ao movimento, ao corpo, ao sentir. Por isso a música eletrônica é contagiante - até mesmo para quem não a admira, e a denomina de "bate-estaca", numa tentativa onomatopéica de verbalizar o barulho de uma estaca sendo enterrada. Em sala, acompánhamos o desenvolvimento da música eletrônica de 1857 até os dias atuais. Vimos como esse movimento pós-guerra foi obsorvido pela "indústria cultural", e como a música eletrônica acompanhou esse processo a partir dos anos 80 (Vangelis, Jean Michel Jarre, Kraftwerk, as grandes bandas dos anos 80 como A-HA, Pet Shop Boys, Erasure, etc, Paul van Dyk e os hits atuais). Vimos, também, os diferentes estilos e suas origens GOA, HOUSE, PROGRESSIVE, PSY TRANCE, etc.
video
2- SOBRE RAVES & COMPORTAMENTO: o ponto de partida é que não podemos entender o fenômeno "rave", a partir dos Indoors, PVTs ou clubs que conhecemos hoje em dia - e que faz parte de grande parte da população jovem. Estes últimos são realizadas, geralmente em espaços privados fechados e organizadas por um promoter, com um tema definido. Os flies que as divulgam mostram uma preocupação gráfica em tornar atrativa e competitiva aquela atividade em relações à outras no espaço urbano. Geralmente há fotos de jovens com um padrão estético de god ou goddess e atrações conhecidas - sem contar com brindes, sorteios e promoções (cardápio clonado, ingresso clonado, etc). As raves surgem num contexto diferente, ao ar livre, com panfletos informando apenas local e data, sem autoria de iniciativa - apenas uma tentativa de agrupar pessoas para estarem mais próximas da natureza e dançarem por mais de 8 horas seguidas ao som da música eletrônica. Então qual o motivo de, em um determinado momento (e em várias localidades do planeta), estes movimentos culturais terem sido proibidos. Atentem para o que escrevemos: PROIBIÇÃO DE UM MOVIMENTO CULTURAL. Por causa do comportamento das pessoas que iam a essas "festas tribais". Isso mesmo, uma sociedade civilizada não pode conceber um comportamento tribal, porque este não serviria a fins econômicos imediatos. Mas não era essa a justificativa dada para o comportamento. Atribuiu-se, então, essa proibição pela questão do uso de drogas. E, de novo, nos deparamos com uma contradição de uma sociedade dominadora, porque as drogas às quais nos referimos aqui, são as ilícitas, já que as "lícitas", a saber, cigarro e álcool, também eram utilizadas nas festas "civilizadas". Bom, não vou continuar esta digressão, porque senão fugimos do nosso tema central, mas é importante ver o quão nós somos afastados das verdadeiras essências das coisas - aquilo que Baudrillard chama de simulacro. Então rave se tornou lugar de comportamentos ilícitos, não é? Entretanto, a massificação das identidades culturais, a anulação dos indivíduos, a exploração dos meios de trabalho e de lazer não são atos ilícitos? Muito bem. E quem disse que as raves são "locais de droga"? Por que não vê-las como o local onde se livra das drogas do cotidiano: opressões, desapropriações, stress de uma sociedade capitalista doente? Mas as drogas ilíctas estão lá - isso é fato. Mas não são da rave, isto também é fato! São, então, trazidas para as raves. E de onde são trazidas? De algum lugar imaginário, que só existe na cabeça dos frequentadores das raves? Ou dos centro urbanos, onde esses frequentadores de raves vivem? Se pararmos para analisar detalhadamente as coisas com suas causas e consequências (o que, dificilmente, um sistema capitalista nos permite fazer), perceberemos que há uma tentativa de encobrir as falhas de um sistema, delegando indivíduos "responsáveis" por essas falhas. Então, não vamos analisar por que as drogas existem, mas sim culpar a quem as utiliza. Ora, isso não é, outra vez incoerente, num sistema capitalista? Sim, pois o que é produzido deve ser consumido - qual a função da Publicidade e Propaganda se não for movimentar o comércio? Então, sabendo que o comércio da droga existe, é mais "conveniente" para o sistema, enquadrá-lo em um determinado setor ou grupo, do que torná-lo público. Aliás, palavra evitada no sistema capitalista - e, paradoxalmente, a essência das raves: transcender é a palavra de ordem. Escritores e políticos norte-americanos viveram esse movimento transcendental sem imaginar que seu país se tornaria o império materialista que é hoje: Thoureau, Emersom e Walt Whitman - sim, o Whitman do "Capitain, my Capitain!". então, caros amigos, não vejamos a rave como um local de "promiscuidade" ou "criminalidade", mas de pureza e elevação espiritual. Claro que não estou falando das pseudo-raves que vemos hoje em dia, já que elas deixaram de ser um movimento contra-cultural, como citou um aluno em sala e em postagens, para ser aceita pela sociedade. Um movimento que deixou de ser naturalista para se tornar urbano. Aproveito para dizer que, de acordo com Stuart Hall, defendo que as raves deixaram de ser movimentos contraculturais e passaram a movimentos sociais, pois o caratér de radicalidade foi perdido (ou simbioticamente assimilado pelo sistema, a ponto de ser apenas mais uma festa a se ir). Assim, termino esta reflexão com uma pergunta: qual a diferença entre: (1) ir a uma rave, (2) ir a um culto religioso, qualquer que seja ele, (3) ler um livro de auto-ajuda, e (4) consultar um terapeuta? O que poderia ser uma pergunta sem propósito, acaba direcionando a fragmentação de uma sociedade dita civilizada para o princípio tribal da cibercultura: não há diferença, pois todas as práticas conduzem a um bem-viver; a diferença vai ser institucional, no caso das igrejas (2), do comércio (3) ou da academia (4). Aguardo comentários!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

FINALIZAÇÃO DE NOTAS DA AP1

CAROS ALUNOS, HOJE CONCLUIMOS A NOSSA PRIMEIRA ETAPA NA DISCIPLINA COM O TEXTO POSTADO NO FÓRUM DO PORTAL ACADEMUS. TRATA-SE DA ÚLTIMA ENTREVISTA ANALISADA DO "CRONICAMENTE VIÁVEL" (NOBLAT e FERRÉZ). ÀQUELES ALUNOS QUE NÃO PARTICIPARAM DA AULA, OU AINDA, ÀQUELES QUE POR VENTURA NÃO PUDEREM ENREGAR A AVALIAÇÃO OPTATIVA ATÉ ÀS 23h59min DE HOJE, PODEM POSTAR SEUS COMENTÁRIOS ACERCA DESTE DEBATE AQUI, NESTE ESPAÇO. (VALOR DA ATIVIDADE: ATÉ 2,0).

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

PROPOSTA PARA A SEMANA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - FANOR

Galera, acabei de pensar uma coisa... A Semana de Comunicação Social está chegando. Proponho aos alunos ABAIXO INDICADOS, a formação de uma mesa redonda com o tema "(DEZ)VANTAGENS DA VIRTUALIDADE A PARTIR DE CONCEITOS ATUAIS: CONTRA-POSIÇÕES E RE-SIGNIFICAÇÕES NECESSÁRIAS".
ALEXANDRE GRECCO
JOSE HENRIQUE
ISABEL COSTA
THIAGO OCCIUZZI
MARCUS VINÍCIUS
FERNANDA SOUZA
EVANDRO EVORA
LUZIA MONALISA
EDSON FIDALGO
LUIS BURGO
Este que vos fala presidirá a mesa. (15 minutos para cada participante. TOPAM?)
Acredito que vocês tem conteúdo para esta empreitada pelos trabalhos desenvolvidos em sala e nas postagens. Faço todo o suporte de orientador que se fizer necessário.
Os demais alunos não estão sendo esquecidos, por favor: NO DRAMA, PLEASE! (ROFL = rolling on the floor laughing / "ciberlinguagem"). Trata-se de uma forma de edificar o que vem sendo construído por esses alunos ao longo da disciplina.
Tenho certeza que estas discussões ajudarão em muito, os trabalhos finais da disciplina.
Então? Desafio (não é o ACTIVIA) lançado! E com um grande desejo de que seja abraçado por todos. Aguardo posicionamentos!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ATIVIDADE ALTERNATIVA PARA NOTA - AULA 25/09/2009

AOS ALUNOS QUE PARTICIPARAM DA AULA DE HOJE COMO OUVINTES, OU AQUELES QUE PRETENDEM REGISTRAR OS SEUS COMENTÁRIOS A RESPEITO DA ENTREVISTA COM FERNANDO BONASSI E LUCIA SANTAELLA, ESTE É O MOMENTO. O FÓRUM PARA AS POSTAGENS DOS ENSAIOS ESTARÁ ABERTO DE HOJE ATÉ A PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA, 28/09/2009, ÀS 23:59min. POR FAVOR, VEJAM A DEFINIÇÃO DE ENSAIO EM http://pt.wikipedia.org/wiki/Ensaio E TENTEM APROXIMAR SUAS REDAÇÕES DESTE GÊNERO TEXTUAL. LEMBREM-SE: ANTES DE ESCREVEREM, PESQUISEM IDEIAS, REVISITEM OS TEXTOS, FUCEM... VOCÊS FICARÃO SATISFEITOS COM O RESULTADO!! VAMOS LÁ... MÃOS À OBRA...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

ATIVIDADE PARA OS ALUNOS QUE NÃO PODERÃO ESTAR NA AULA DO DIA 18/09

CAROS ALUNOS, NOSSA AULA DO DIA 18/09/2009 TERÁ UM DEBATE COM BASE NO DEBATE ANEXADO A ESTE LINK. OS ALUNOS QUE NÃO PODERÃO ESTAR PRESENTES À AULA, NÃO SERÃO PREJUDICADOS EM NOTA, PODERÃO CONSEGUIR ATÉ OS (2,0) DA ATIVIDADE POSTANDO UM PEQUENO ENSAIO A PARTIR DO PONTO DE VISTA DE UM DOS ENTREVISTADOS. (ver definição e estrutura de ensaio em : http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=11443 "O termo ensaio deve-se a Michel de Montaigne (1533-1592), que publicou o seu livro «Les Essais» em 1580, e representa um género literário caracterizado, na sua origem, por um estilo dialogante, intimista, divagante e não sistematizado, baseado na liberdade individual, na reflexão sobre os negócios do mundo, e na busca de um pensamento original. [...] Por definição, um ensaio não tem estrutura predefinida. Basta-lhe que, tal como recomenda o bem senso, tenha princípio (introdução), meio (exposição e argumentação) e fim (conclusão)" DATA LIMITE PARA ESTA POSTAGEM: 18/09/2009 23:59'

domingo, 13 de setembro de 2009

Debate em sala mediado pela Jaqueline (noite)

Turma, após a discussão proposta pela Jacque, aluna de Cibercultura, da turma da noite, resolvi postar uma pauta de nossa aula da sexta-feira, para que outros alunos possam trazer novas discussões e propostas para a disciplina. O Lucas, na turma da manhã, já tem uma pauta também, para a próxima sexta. Trata-se da questão da websemântica, se não me engano! Esperemos a confirmação no "ESPAÇO ABERTO", e desde já, vamos procurando informasções sobre o assunto.
vale a pena ver o video em anexo, e seguem pontos a serem pesquisados:
* privacidade, (ou falta dela): realmente a perdemos, ou devemos resignificar o termo, pois agora temos um outro espaço para con-VIVER?
* inteligência artificial: pela dificuldade na definição do termos, vale a pesquisa na mãe wiki: http://pt.wikipedia.org/wiki/Inteligência_artificial
* cibercrime: trazendo para nossa realidade, o primeiro projeto sobre a questão foi apresentado à Câmara dos Deputados em 1999 - uma "criança" de 10 anos que ainda não nasceu. Vemos, mais uma vez, duas coisas (pelo menos): (1) a morosidade do Poder Legislativo, se é que ele existe como legislação e não apenas como PODER, e (2) uma ação obviamente contrária aos ideais democráticos.
* por fim, as noções de tempo e espaço, que nos acompanham e atordoam desde o início da disciplina! Para essa questão, vejam os textos de discussão da próxima aula, no portal!
Amplexos virtuais a tod@s!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

ESPAÇO ABERTO!

CAROS, ESTE EPAÇO FOI ABERTO PARA NOSSAS DÚVIDAS, PERGUNTAS, SUGESTÕES, ETC. ENTÃO, QUALQUER ASSUNTO QUE ACHAREM PERTINENTE SER DISCUTIDO OU COMPARTILHADO VALE A PENA ESTAR PRESENTE AQUI.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

120, 150, 200km/h (siga o link, ouça, reflita!)

Caros alunos,
esta postagem, de caráter nitidamente pessoal, reflete um profundo conhecimento do pensamento de Pierre Levy, que será o foco de nossa próxima aula. Assim, esta semana, faremos algo diferente! Não serão os 3 primeiros a postar que ganharão 0,5. Mas aqui segue a primeira questão de nossa AP1, no valor de 2,0 (data de fechamento das postagens: 04/09/2009).
_____________________________________________
Questão: O texto abaixo, retirado de um site da interenet, discute as noções de tempo-espaço e identidade no ciberespaço. Facilitei chaves de leitura, destacando algumas partes essenciais do texto, bastante discutidas na aula de ontem. Cada um de vocês deve postar um comentário, tematizando uma (ou mais) dessas chaves de leitura. Única exigência: escrevam seus comentários embasados nos textos disponibilizados. Repito: a correção levará em conta a sitematização e organização do CONHECIMENTO, mais do que as referências. _____________________________________________
CIBERESPAÇO, ESPAÇO CIBERNÉTICO, ESPAÇO VIRTUAL, ESPAÇO SIDERAL, DESIDERIUM, DESEJO...
por Joelma Chisté Linhares
...Começo a formular minha questão evocando o tempo. Em um carro a 40 Km/h já não conseguimos mais acompanhar as listras que demarcam a estrada. A velocidade com que avançam as descobertas tecnológicas produzem o sentimento de um tempo acelerado. Temos a nítida impressão que tudo acontece rápido demais e nos sentimos muitas vezes vagarosos para acompanhar este ritmo frenético, o que parece ser o primeiro sintoma, um indício das mudanças que estão se encaminhando. Diz um ditado popular que há tempo de plantar e tempo de colher. Talvez em tempos de um tempo online, esta diferenciação já não mais exista e, enquanto estou eu aqui, digitando este texto, exista um outro – e provavelmente o há – que tido esta mesma idéia já a tenha colocado na tela (eu ia dizer papel...) ou, então, neste mesmo momento em que tu lês o meu texto, ele já tenha se tornado um outro pelos efeitos que estas poucas e pretensiosas linhas podem ter te produzido. A velocidade desenfreada surge como prenúncio da virtualização do homem.
As nov@s tecnologias ditam a direção do ciberespaço e apontam para uma nova era cujas implicações na subjetividade humana pretendo levantar aqui. Estamos diante da virtualidade, da virtualização, do que é virtual, do que é e do que não é ao mesmo tempo, do nada e do tudo. Estamos diante das potencialidades de atualização. O virtual , por um lado, representa o novo, o desconhecido, um jogo de forças atuando no sentido de criar um nível de tensão X que provoque uma simulação, uma individuação. Por outro lado, este novo, quando tornado conhecido, desvela e introduz uma lógica que repete a experiência deste novo, porque ele mesmo funciona de acordo com uma lógica da desterritorialização, do devir, do processo: a lógica da virtualização. Podemos dizer que o virtual se apresenta como uma experiência de metaestabilidade e, ao mesmo tempo, é a própria metaestabilidade. O fim das certezas absolutas, o fim dos territórios demarcados, agora, tudo se resume ao espaço.
A comunicação entre os humanos é o que permite ao homem tornar-se cidadão. É através das diversas formas de linguagem que o homem consegue se organizar em sociedade, estabelecendo leis de convivência, firmando e transmitindo valores e conhecimentos. Tomemos, então, as técnicas de comunicação utilizadas pelo homem para entendermos a relação que este vem estabelecendo com o mundo e a nova relação que se delineia.
Podemos situar, historicamente, quatro níveis: o oral, o escrito , os meios de comunicação de massa e o que advém com a infovia, com a rede da informação. A oralidade, a forma de mediação entre os humanos que dispensava a escrita, tinha um caráter essencialmente democrático. Todos tinham sua vez como agentes transformadores. O conhecimento se constituía como um processo de vir a ser, na medida em que não havia forma de perpetuar a palavra falada. Quando nos dispomos a atualizar alguma idéia e usamos palavras para isso, não mais estamos falando sobre a coisa em si. A coisa é, como dizemos, re-produzida, produzida novamente, é re-inventada. Tudo estava centrado na enunciação, no ato presente e, sobretudo, na memória. Havia, pois, uma relação com a desterritorialização, com o fluxo e a simulação num nível mais ligado à concretude e ao pensamento mítico.
Com o advento da escrita no século V a.C., surgem novas formas de se relacionar com o mundo, novas formas de habitá-lo. A palavra passa a ser registrada. Substitui-se o fluxo e o olhar mágico em prol de um entendimento mais realístico guiado pela abstração. O que foi dito, já não pode mais ser desdito. A palavra impressa não se apaga e isso repercute profundamente na forma do homem de existir. Os escritos se separam do tempo e do espaço, criando uma noção de historicidade que não existia na oralidade.
Por ser essencialmente um ato individual, a escrita tem o poder de distanciar as pessoas do saber, elitizando e mumificando o conhecimento. Sustenta a busca pela universalidade, pelo objetivo, tornando-se estática. Quantas vezes, ainda hoje, em uma aula inaugural, ao nos defrontarmos com o autor de um livro que figura no programa de alguma disciplina, não nos vemos atônitos diante da percepção de um homem ou uma mulher que caminha, fala e se engasga como qualquer mortal? O autor de um livro, o pensador de uma idéia, pelo distanciamento que a escrita provoca, é elevado à posição de uma entidade superior e suporta um saber inquestionável. Um exemplo disso é o Caso Dora, escrito por Freud , que com todos os seus enganos e exageros foi usado durante anos no meio acadêmico para a formação de psicanalistas e só recebeu uma crítica adequada e à altura após cinqüenta e seis anos de publicado.
Digamos, então, esforçando-nos para não cairmos em reducionismo e sem deixar de considerar a enorme contribuição desta evolução para a humanidade, que a era da palavra escrita aponta para um paradigma onde o modo de existir é predominantemente cristalizado, que se define pela ocupação de lugares determinados. É evidente que quando falamos na era da escrita e num modo de existir sedentário que a acompanha e lhe diz respeito, estamos fazendo uso de um modelo para explicar algo que, na verdade, além de ter sido fundamental, é determinado pela conjunção de múltiplos fatores.
Esta subjetividade que está em questão é uma subjetividade produzida pelos meios de produção capitalística, é o que Guatarri (1993) chama de máquina produtora de subjetividade industrializada. Já começamos a transitar aqui, no âmbito dos meios de comunicação de massa eletrônicos, onde a mídia – como um suporte tecno-intelectual da linguagem humana – é o grande instrumento de produção de desejo com seus modelos perfeitos de sucesso e felicidade. E na mesma medida em que gera desejo, se oferece como capaz de preencher os buracos que cria, destituindo o homem da possibilidade de fazer seu próprio caminho. Parece que em todas as direções encontramos lugares a serem ocupados. O jovem que só se sente aceito por calçar determinada marca de tênis, o leitor que é incapaz de produzir diferenças através do que lê, fazendo suas as palavras do escritor, ou aquele que é incapaz de enunciar a quem interesse suas críticas, o que acaba tendo o mesmo efeito.
Os meios de comunicação de massa, ao contrário do que acontecia na oralidade e na era da escrita, alcançam em tempo real um contingente imenso de indivíduos. Além disso, como externalizações das percepções humanas (televisão como um olho coletivo e o rádio como um ouvido coletivo), propagam interpretações parciais sustentadas em interesses bem definidos como se fossem verdades absolutas. A falta de exposição na mídia de outras posições que façam frente a este olhar parcial permite que ele seja captado sem nenhuma crítica como único possível, criando uma hegemonia, uma homogenização alienada, presa, territorializada. Temos aqui, como afirma Cândido(1999), a subjetividade passiva oriunda de um sistema de comunicação violador, intruso, unidirecional. O ápice da territorialização.
E, de repente, estamos nós perante a máquina... e pela máquina, perante a Internet, que não é nem a oralidade, nem a escrita, nem a televisão ou o rádio, nem o simples resultado do complemento destes suportes de comunicação. Sons, palavras e imagens num universo virtual. Ciberespaço, espaço cibernético, espaço virtual, espaço sideral, desiderium, desejo...
Vislumbramos uma nova relação com o mundo, com a cultura, com o conhecimento. O virtual, como escreve Lévy (1996), não se presta como contraponto ao real, de onde se conclui que o virtual não significa fora da realidade, como muitos apregoam. O virtual, por outro lado, se contrapõe ao atual, sendo que este não mantém uma relação de determinação com aquele. Isso quer dizer que uma atualização não nos leva de volta à virtualização que a gerou, ao contrário da relação do real com seu contraponto, o possível, que mantém uma relação de causa e efeito perfeitamente reversível, num processo linear, pré-determinado e, por isso, previsível.
A atualização é sempre inédita, inventiva e se constitui como território, em termos de uma resposta a um problema anterior. Virtualizar significa dissolver algo que se apresenta como atualização em um universo de diferenças. É sair da presença, é abandonar o território.
Significa potencializar esta atualização, no sentido de inscrevê-la em um todo maior, colocar nela uma interrogação que a faça tornar-se parte de um complexo problemático superior, o que levará, num espiral infinito, a novas atualizações e novas virtualizações. Este é um processo profundamente criativo cujos resultados surgem do inusitado jogo entre diferenças.
O texto digital constitui o protótipo da virtualização. O papel que podia amarelar-se com o passar dos tempos, a letra escrita à mão, a pressão no papel... Os significantes que habitavam o texto escrito perdem lugar. Na tela, eles são filtrados, substiuídos por outros significantes nada palpáveis. Um tipo de letra, uma imagem, um áudio, um texto formatado que me dirá deste outro tudo aquilo que posso construir a partir da rede de símbolos que me é transmitida. De concreto, só a máquina.
O primeiro indício da virtualização é a sensação de desassossego que sentimos frente às constantes mudanças. A velocidade do sistema online torna o tempo para tudo mais estreito. A rapidez com que uma idéia se atualiza e é substituída por outra, parece ser a mesma que faz com que tenhamos que nos reconstruir dia a dia. Se virtualizar-se é sair da presença, a velocidade é, então, um ingrediente efetivamente importante. Reflete claramente a descartabilidade das coisas no mundo atual.
De outra forma, como relata Lévy (1996), já percebemos a virtualização da sociedade nas novas tecnologias da comunicação, do transporte, da medicina, da economia e da política, repercutindo em uma subjetividade que prima pela mobilidade, que transita pelo diferente. A Internet, o enorme mercado do turismo, os transplantes de órgãos, as plásticas estéticas, o esporte em alta, o mercado do conhecimento e da informação... reflexos de uma virtualização que ainda entra em choque com um tipo de subjetividade que reluta, hesitante, em deixar o velho território, uma subjetividade às vezes saudosista, que teme correr riscos, uma subjetividade da propriedade privada. A subjetividade virtualizada se desprende da identidade, pois, apesar de se atualizar – que significa exatamente construir território, o que também é essencial – não mais se satisfaz em agarrar-se a ele. Está o tempo todo se deixando tocar pelo fluxo de forças que vibram constantemente em todos os sentidos. Uma subjetividade ativa, atuante, participativa, móvel, que ama a tempestade, a deseja e a provoca. O ciberespaço é o habitat do desejante.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Novidades!!!

Caros alunos, conforme e-mail recebido por mim pelo Prof. Galtier, segue mais um contato interessante para vocês dentro do SL: Empreendedor Mighty, um funcionário do Sebrae, que ministra cursos de construção em nível iniciante e avançado. Uma boa oportunidade, além de ser mais um contato para pesquisas! Ele já está adicionado ao grupo, assim, vocês podem contactá-lo, caso precisem. Inclusive encontrei o blog dele, e já foi adicionado ao nosso. Vocês pode dar uma conferida antes! NOVAS TURMAS DEVEM INICIAR AS AULAS NO PRÓXIMO MÊS, FIQUEM ATENTOS À PROGRAMAÇÃO... Já que soube que tem gente querendo ganhar dinheiro lá por dentro!!! Segue o e-mail recebido: de: galtier2009@gmail.com para: jose.junior@fanor.edu.br data: 19 de agosto de 2009 01:48 assunto: Greetings! My dear friend and colleague, Professor Lins (FANOR/Br), Have just met this morning a Brazilian ava, from an institution in your country, that gives basic and advanced classes on SL tools... As I found it interesting, added him to the group, and gave a special function for him: Helper. This way, I guess students have another source besides me, as i am not available all the time, as my life still runs in SL - you know that! So, just let them know, ok? Sincerely, Galtier

domingo, 9 de agosto de 2009

Class 01 - Definitions

Dear Students, according to your last class at Fanor with Professor Lins, those topics were discussed in class. So, we are willing to hear your ideas about them. Below, some references as a help. Now, GO AHEAD!!!

ABOUT SCIENCE

1- Read this article and pay attention to the last 3 paragraphs. http://www.webartigos.com/articles/7048/1/o-que-e-ciencia-afinal/pagina1.html

2- http://www.unicamp.br/~chibeni/texdid/ciencia.pdf

ABOUT SECOND LIFE

1- A very good Brazilian site about news on SL (the virtual REPORTER IG needs na up-date)

http://colunistas.ig.com.br/secondlife/

2- The basics about SL (read the complete article, specially “descrição geral do sistema”! and “o Brasil no SL”): http://pt.wikipedia.org/wiki/Second_Life

ABOUT SOCIAL INTERACTION

1- http://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_social

2- SL in Brazil: a (un)successful experience? “...embora o Second Life tenha perdido o interesse do ponto de vista publicitário, já que não se massificou, ele ajudou a criar uma cultura dos ambientes virtuais que vai evoluir e se consolidar. Pode ser que a gente olhe para trás daqui a alguns anos e veja que o Second Life foi o tataravô das experiências de navegação em 3D, que vingaram porque apareceram no momento certo”. Follow the site.

http://info.abril.com.br/professional/redes-sociais/second-life-fecha-as-portas-no-brasil.shtml

Best wishes!

Professor Galtier.